O desemprego no Brasil caiu para 6,9% no segundo trimestre de 2026, o menor nível em mais de uma década. Os números são bons. Mas os economistas que olham além da taxa de desemprego encontram uma história mais complexa.
O CAGED mostrou saldo positivo em todos os meses do primeiro semestre. Mas a remuneração média dos postos criados ficou abaixo da média histórica. Estamos criando mais empregos, mas com salários menores em termos reais.
A informalidade, que recuou durante o boom de 2023 e 2024, voltou a crescer levemente. Isso sugere que parte da população que saiu do desemprego migrou para trabalhos por conta própria sem proteção social.
O quadro não é de crise. É de recuperação incompleta. Para a política econômica, o desafio é criar condições para que os empregos criados sejam mais produtivos e melhor remunerados.